pequenas coisas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

everything's a mess!


woow, faz MUITO tempo que eu não venho aqui, na verdade eu nem lembrava mais disso. Mas em uma tentativa desesperada, de postar alguma coisa, em qualquer lugar, me trouxe aqui de novo.
Eu to tensa! To muito tensa, porque eu vou pro Rio esse final de semana, e toda vez que eu to indo pra lá, eu fico estranha, diferente. Acho que eu sinto um vazio, é como se eu tivesse me preparando pra me desprender de algo que eu gosto. Seilá. Acho que desde sempre eu me sinto dividida em relação a aqui e Rio de Janeiro. É estranho. Eu não sou a mesma de quando estou aqui, lá. O modo como eu vejo as coisas, o modo como eu falo, como eu brinco, como eu me comporto, é bem diferente. Mas não é de propósito, sabe? É tão estranho tudo isso, eu poderia passar a noite toda aqui, digitando, digitando, tentando fazer ficar claro, uma coisa que é impossível. Mas eu odeio muito o fato de pensar que, esse final de semana, eu vou me afastar de algo que eu gosto, pra ir pra outro lugar que eu gosto muito. É uma relação de amor e ódio entre os dois lugares, as minhas duas vidas. Quando eu to aqui em são josé, eu procuro não pensar tanto no Rio, quer dizer, pensar eu penso, lembrar das pessoas de lá, eu lembro. Minha família, meus amigos. Mas é diferente do que ir pra lá, e viver aqueles dias lá. Porque eu volto pra cá odiando muito cada pedaço dessa cidade. É tudo tão estranho, e eu me sentindo tão dividida sempre. Pensando na Marcela que eu sou aqui, na Marcela que eu poderia ser lá. De pensar que eu vou pra lá, passar uns dias com a minha mãe, com meu irmão, ver a minha melhor amiga, ver ele, e depois ter que voltar pra cá. Com aquele vazio no peito, aquela vontade de estar lá. E é a mesma coisa aqui, sair daqui e deixar meu pai, minhas amigas. É tão ruim, porque eu amo tanto os dois lugares, as duas vidas, e é ruim quando eu tenho que deixar uma, pra viver a outra. Eu queria tanto poder juntar todas as coisas, todas as pessoas, todas as lembranças. Acho que só assim eu me sentiria completa. Mas eu nunca vou saber como é isso, né. Já que eu nunca vou poder juntar essas duas realidades.

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